O novo marketing em 2026 – IA, Retail Media, social selling e o poder das comunidades

Em 2026, o marketing deixou de ser apenas “fazer campanha” e virou um grande exercício de orquestrar tecnologia, dados e relações humanas. Este texto apresenta, de forma humanizada, como agentes de IA, retail media, social selling, microcomunidades e grandes cases de campanha estão redesenhando a forma como marcas se conectam com as pessoas.

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6/10/20264 min read

Se você sente que o marketing “acelerou demais” nos últimos anos, não é impressão sua. Em 2026, a sensação é de estar no meio de um cruzamento intenso: de um lado, inteligência artificial, automação e dados; de outro, pessoas querendo conversas mais verdadeiras, experiências relevantes e marcas que façam sentido no seu dia a dia.

No meio desse trânsito, cinco movimentos se destacam: a chegada dos agentes de IA em escala, o crescimento do retail media, a força do social selling, o poder das microcomunidades e a consolidação de cases de campanha que conseguem misturar tudo isso com criatividade e propósito.

1. Agentes de IA em escala: quando a máquina vira parceira de equipe

Nos últimos relatórios de tendências, “agentes de IA em escala” aparecem como uma das principais forças que vão moldar o marketing em 2026. Na prática, estamos falando de sistemas que não apenas geram ideias pontuais, mas acompanham todo o ciclo da campanha: analisam dados, sugerem insights, ajudam a criar peças, otimizam mídia e aprendem com os resultados.

Esses agentes já começam a fazer parte do dia a dia de equipes de marketing B2C e B2B no Brasil, ajudando desde a segmentação avançada até a personalização de e-mails, anúncios e jornadas completas. Em vez de substituir pessoas, a tendência é ver a IA assumindo tarefas repetitivas e operacionais, enquanto profissionais focam em estratégia, sensibilidade humana e entendimento de contexto cultural.

Isso muda a rotina dos times: briefings mais orientados a dados, decisões rápidas com base em simulações e testes de cenário, e campanhas que já nascem pensadas para serem otimizadas em tempo real por algoritmos. Quem aprender a “gerenciar” esses agentes, e não competir com eles, tende a se destacar.

2. Retail media: quando o ponto de venda vira canal de mídia premium

Outra grande transformação é a explosão do retail media, especialmente em players como Amazon, Mercado Livre e Magalu no Brasil. Em vez de depender apenas de grandes veículos, as marcas podem anunciar diretamente dentro dos ambientes de compra, usando dados de comportamento e intenção para falar com quem já está pronto para decidir.

Um marco recente foi a parceria anunciada entre Magalu e Amazon Brasil, que adiciona mais de 12 mil produtos do catálogo Magalu (e suas marcas como KaBuM e Netshoes) à plataforma da Amazon, com foco em alcance e entrega rápida. Isso não é só uma notícia de negócios: é um sinal claro de como varejo, mídia e dados se misturam, criando novos espaços para campanhas, ativações de marca e ações cooperadas entre indústria e e-commerce.

Para quem planeja mídia, o recado é direto: o “ponto extra” de gôndola agora convive com banners segmentados, resultados patrocinados e ativações omnichannel dentro de ecossistemas de varejo. Falar com o shopper passa a ser também falar com o “usuário-logado”, cercado de dados e pronto para ser impactado na hora certa, com a oferta certa.

3. Social selling: conteúdo que entretém, educa… e vende

Enquanto isso, redes sociais deixam cada vez mais claro que não são só sobre visibilidade, mas sobre venda direta. Social selling — a combinação de conteúdo relevante, construção de relacionamento e ferramentas nativas de compra — se consolida como estratégia central para muitas marcas, principalmente em segmentos B2C.

Isso aparece na prática em lives de venda, links de compra integrados a posts, programas de afiliados com creators e até lojas completas dentro de plataformas sociais. Para o social media, muda o foco: sair do “post bonito” isolado e pensar em jornada de compra, provas sociais, nutrição de leads e métricas como ticket médio, taxa de conversão e retorno sobre investimento.

As tendências mostram que social selling funciona melhor quando a marca combina narrativa autêntica com IA e dados: usar IA para identificar melhores momentos, públicos e formatos, sem perder a humanização na linguagem, nas respostas e nas interações diárias.

4. Microcomunidades e creators: menos audiência, mais vínculo

Os relatórios de tendências e análises especializadas apontam que o futuro do marketing não pertence necessariamente a quem fala com mais gente, mas a quem consegue manter as pessoas certas por mais tempo. É aí que entram as microcomunidades — grupos menores e altamente engajados em plataformas como Discord, Telegram, grupos fechados, comunidades de marca e até Close Friends.

Dentro dessas comunidades, criadores de conteúdo (micro e nano influenciadores, em especial) tornam-se pontes poderosas entre marcas e públicos muito específicos. Em vez de campanhas massivas, a aposta é em conversas contínuas, co-criação de produtos, acesso antecipado, suporte próximo e experiências que fazem o público sentir que realmente “faz parte” da marca.

Estudos indicam que o investimento em creators deve continuar crescendo, com maior pressão para provar ROI e alinhar discurso, valores e linguagem entre marca e influenciador. Isso exige que profissionais de comunicação desenvolvam um olhar mais curador e menos puramente quantitativo — olhar além do número de seguidores e enxergar contexto, comunidade e autenticidade.

5. Cases que mostram o novo marketing em ação

Em meio a tantas mudanças, alguns cases recentes ganham destaque justamente por conseguir misturar tendências de forma inteligente: uso de dados, IA, presença em retail media, força de social selling e envolvimento real com comunidades. Curadorias publicadas por veículos especializados brasileiros mostram que as campanhas mais comentadas não são necessariamente as mais caras, mas aquelas que conseguem conectar uma boa história a uma execução integrada.

Esses cases costumam ter alguns elementos em comum:

  • Uma ideia central simples e relevante para a cultura do público.

  • Uso inteligente de dados para segmentar, personalizar e medir.

  • Presença coerente em múltiplos canais (social, varejo, offline, comunidade).

  • Colaboração com creators que realmente representam o público daquela marca.

Quando isso tudo se junta, o resultado é campanha que as pessoas lembram, comentam e compartilham — e, principalmente, campanhas que geram resultado de negócio, fortalecem marca e abrem caminho para novos ciclos de relacionamento.

Fontes:

  • Kantar – “10 tendências de marketing para 2026”.

  • Kantar / Exame – reportagens e posts sobre agentes de IA em escala e tendências para 2026.

  • PontalTech – “Tendências de Marketing 2026: guia completo”.

  • Niteo – “IA para marketing em 2026: 5 tendências e como aplicá-las”.

  • HubSpot Brasil – “B2C e B2B marketing com IA: tendências no Brasil para 2026”.

  • Abby – “O que esperar para 2026: as principais tendências de marketing e inovação”.

  • MyBrief – “Principais tendências do marketing digital para 2026”.

  • Creative Hut – “Microcomunidades: o novo ativo das marcas fortes”.

  • Magalu / Amazon – comunicados e análises sobre a parceria de retail media em 2026.

  • Veículos brasileiros de mercado (Meio & Mensagem, Propmark) com curadorias de cases recentes.

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